Mês: maio 2015

Food trucks e a sua regulamentação

A comida de rua, que é uma realidade cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, ganhou, nos últimos anos, uma nova modalidade: os food trucks, restaurantes sobre rodas caracterizados pela variedade de opções, que podem ir desde hambúrgueres até comida oriental. O que para muitos pode parecer uma moda, em alguns países já se consagrou como tendência gastronômica. Em Porto Alegre, não é diferente, e o poder público precisa estar atento a isto.

A capital gaúcha já possui uma legislação para ambulantes, mas ela foi feita pensando nos comerciantes tradicionais — como os que vendem cachorros-quentes e churros — e não para esta nova oferta. Como vereador, preocupo-me com a segurança alimentar da população e com a preservação do comércio gastronômico tradicional, uma vez que, se precisamos incentivar novas formas de gerar emprego e renda, isto não pode comprometer a cadeia econômica já existente. O fato é que há espaço para todos, desde que as regras sejam claras e democráticas. Pensando nisso, sabe-se que tanto o Legislativo quanto o Executivo estão debatendo o assunto e propondo soluções, com uma audiência pública que ocorreu na quinta-feira, na Câmara Municipal. Cabe, agora, ampliar o debate com a sociedade para que os food trucks não se constituam num entrave para o setor. O incentivo desregulado ou a proibição, como podem querer alguns, não são caminhos possíveis. Quem vai a São Francisco, nos Estados Unidos, ou a São Paulo, percebe o crescimento deste tipo de negócio e a tentativa de regular esta modalidade. Porto Alegre entrou no circuito e precisa encontrar soluções viáveis para que os “caminhões de comida” atendam áreas abrangentes, ampliando o acesso à comida de rua com preço acessível e suas variadas opções gastronômicas.

Artigo publicado no Jornal do Comércio em 29 de maio de 2015

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