Mês: maio 2017

Eis aí: as vagas de emprego

Friso antes de tudo que a contribuição que seguirá não é minha, é deste veículo (Jornal do Comércio) em parceria com PUC/RS, Geração E (iniciativa deste), Sebrae/RS e Fajers (que tenho o prazer de conhecer e acompanhar o trabalho). Porém, dada a escassez daquilo que nos é precioso, o tempo, compartilho a minha leitura do final de semana com quem não acessou à integra da pesquisa com 1732 gaúchos, intitulada Empreendedores – realizada e publicada pelos destacados acima.

Certo de que os dados levantados terão proveito e olhar diferente de acordo a área do leitor, eu aponto o meu, de legislador, agora mais crente na importância do fomento ao potencial dos jovens empreendedores.

O que pensa o gaúcho ao convite de empreender? Executar um trabalho motivador, estimulante, ao encontro da independência. Algo positivo. Os rendimentos na faixa mais baixa de salários provêm dos não empreendedores; na mais elevada destes entusiastas.

E estes não são nada ingênuos, visto que a maioria (80%) destaca que sacrifícios pessoais são necessários e um dos motivadores é justamente o acúmulo de experiência, a expertise – não estamos falando de pessoas que largam tudo para adentrar ao desconhecido. Ainda, o mesmo percentual deseja criar algo seu, e não investir em um formato já pronto (compra de um já existente).

Que empreender leva a geração de emprego e renda, ao crescimento pessoal, profissional e financeiro seu e do outro, a contribuições que são convertidas em melhorias dos serviços públicos na cidade, eu sempre tive como premissa, mas confesso que o futuro me entusiasma ao saber que 70% dos entrevistados pretendem contratar funcionários e, destes, 37% de 2 a 5.

Adivinhem em qual segmento predomina estes geradores de oportunidades? Jovens, de 18 a 29 anos. A qualidade e princípio destacados? O planejamento. Os obstáculos apontados? A alta carga tributária e a burocracia.
Eis aí as vagas de empregos que tanto o país precisa. Resta ao país minimizar os obstáculos. Esse é o meu compromisso na Câmara de Vereadores.

Mendes Ribeiro
Vereador de Porto Alegre
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça
Membro da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desburocratização

Um futuro para o passado: BR 116

Uma data em que não há felicitações. Estamos às vésperas do aniversário da duplicação da BR 116. Mas, não – como todos bem sabemos – de sua concretização.

Passaram-se oito aguerridos anos de lutas desde o discurso em plenário de meu pai, comemorando o recurso disponibilizado. Ele, quando presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e como membro da bancada gaúcha, batalhou para o destaque no orçamento, acompanhou a tramitação do processo na área administrativa e o projeto da obra até a autorização ambiental para tal.

À época, anunciou-se que os lotes 5, 6, 7, 8 e 9 (de Pelotas a Camaquã) iniciariam até o mês de novembro, e os lotes 1, 2, 3 e 4 (Guaíba a Cristal) teriam suas pendências (ambientais) resolvidas em 30 dias.

Saudamos, nós, todos os gaúchos, conscientes da importância, o prazo de 720 dias a partir do início da obra previsto para sua conclusão! Uma importância que começa pela vida, pela condição de insegurança que ela traz, e depois pela qualidade dessa vida, pois sem o desenvolvimento do Estado não há perspectivas.

São duas décadas de motoristas correndo risco de morte; comerciantes, empresários e transportadoras esperando sentados. Menos de 240 km nos separam de não desperdiçar o dinheiro público (a cada dia a obra paralisada encarece), da nossa economia não ser ceifada (uma capital que simplesmente não tem ligação adequada ao seu porto para escoar produção) e o principal, de uma pista simples fomentadora de acidentes esvaziando nossos bolsos – um carro de passeio paga mais de R$50,00 em pedágios em toda a extensão, um caminhão cerca de R$ 200,00.

É ano de supersafra e os demais modais deixam a desejar! Barra do Ribeiro, Tapes, Guaíba, Camaquã, Arambaré, Cristal, São Lourenço do Sul, Chuvisca, Pelotas e Porto Alegre necessitam chegar ao Porto de Rio Grande e dali para o resto do país (e países). Eu e tu também precisamos.

Para alavancar a economia do Estado precisamos dar suporte aos produtores e indústrias escoarem suas produções, esse é nosso papel enquanto representantes dos interesses dos gaúchos.

Parece que a concessionária atual, para amenizar, irá investir 80 milhões na pavimentação.

Porque digo tudo isso? Se vocês, melhor do que eu, já sabem? Pois hoje acordei e novamente li em uma manchete de jornal que a prioridade número um de investimentos no Estado é concretizar a duplicação da BR 116. E já na segunda linha da matéria estava o entristecedor “dentro do disponível dos recursos que estão contingenciados pela crise”.

Eu realmente necessitava conversar com quem entendesse o que sinto, e nada melhor do que as pessoas que passam por isso diariamente. Vocês sentem, pois é seu futuro; eu sinto, pois é meu passado, é uma luta do meu pai, e até ela ser concretizada ambos não descansaremos.

Projeto inédito na capital: assuma o controle da própria saúde

Assumir o controle da própria saúde é o objetivo da Paróquia Nossa Senhora das Graças em parceria com a Pontifícia Universidade Católica, através de um projeto inédito que visa o autocuidado de doenças crônicas na maturidade.

O vereador Mendes Ribeiro, que possui ações voltadas a saúde preventiva e ao idoso, é um dos apoiadores da proposta. “A ideia é, através de 7 encontros semanais, com 3 horas de duração, estimular nos participantes a autonomia e a tomada de decisões em relação à saúde, bem como incentivar bons hábitos de vida, facilitar a resolução de problemas e melhorar a comunicação entre paciente e profissional de saúde. As reuniões são conduzidas por profissionais da área da saúde da PUC. Parabenizo-os e acompanharei essa iniciativa”, completou.

O professor adjunto do IGG/PUC e coordenador do Projeto LongeVIDAde/AMPAL, Ângelo José Gonçalves Bós, acredita que essa parceria seja o caminho para a implantação desse novo olhar sobre o cuidado das doenças crônicas “tornando o portador o principal protagonista desse processo; a parceria desponta igualmente inovadora, pois busca o apoio de instituições voltadas ao cuidado das pessoas e não o cuidado de uma doença específica”.

O padre Diego da Silva Corrêa vê a ação com o grupo da melhor idade “com o desejo de uma maior integração da comunidade, acolhendo a todos e proporcionando momentos de troca de experiências”.

Inscrições para participar do programa “Assumindo o controle da sua saúde” serão realizadas durante o Encontro da Maturidade, que ocorre nesta quinta-feira, às 14h, na paróquia.

 

**A Paróquia Nossa Senhora das Graças localiza-se na Wenceslau Escobar, 2380, no bairro Tristeza, informações pelo telefone (51) 32681341.

CCJ e Cedecondh sabatinam nome para a corregedoria da Guarda Municipal

Uma das exigências legais para o preenchimento do cargo de corregedor da Guarda Municipal é a sabatina (artigo 7º da lei 9.970/16), momento em que um conjunto de vereadores questionam o indicado para averiguar se está apto ao cargo.

Nesta terça-feira, 23, o delegado aposentado Francisco Carlos de Oliveira Soares foi recebido em sessão conjunta das comissões permanentes de Constituição e Justiça (CCJ) e de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) para submeter seu nome a sabatina – que posteriormente será apresentado ao plenário.

Lembrando que é função da corregedoria a apreciação de denúncias de atuação irregular do quadro e, principalmente, das equipes operacionais, além de instauração de inquéritos contra estes, se for o caso; o vereador Mendes Ribeiro, presidente da CCJ e condutor do encontro, frisou que “a contribuição deixada hoje à segurança de Porto Alegre é norteadora, visto que é na sabatina que se extrai as práticas pretendidas como elo da Guarda com a sociedade”.

O delegado Francisco salientou que esperem dele total transparência. Ainda, sugeriu a realização de reuniões mensais, nas quais relatórios e indicadores poderão ser debatidos e comparados.

Estiveram presentes os vereadores Adeli Sell (PT), Cassiá Carpes (PP), Cláudio Janta (SD), Comandante Nádia (PMDB), Luciano Marcantônio (PTB), Marcelo Sgarbossa (PT) e Dr.Thiago Duarte (DEM).

Um atalho para a mobilidade

As problemáticas que afetam a mobilidade urbana não possuem soluções com a velocidade permitida em uma freeway. Infelizmente. E nem poderiam. Bem sabemos que o hoje é resultado de uma herança histórica, quando optamos por uma política rodoviarista, investimos nesta e deixamos os demais modais evoluírem desacelerados.

Ainda, vivemos presos, tentando solucionar, o dilema de um crescente número de veículos que se concentra em áreas que detém a maioria dos serviços, comércios e empregos (e justamente por isso é progressivo).

Então, se não há soluções imediatas, se a questão é histórica e, nem o país, nem o estado e, muito menos, Porto Alegre possui valores para investimentos em infraestrutura, o que nos resta? Soluções inteligentes, simples, porém capazes de aplacar problemas estruturais.

Ontem, a Câmara Municipal aprovou meu projeto de Lei que prevê, em dias de paralisação total ou parcial do transporte público (ou seja, exatamente quando mais temos veículos circulando em nossas vias) o uso das faixas exclusivas de ônibus para o trânsito de outros veículos (automóveis, utilitário, caminhonete e camioneta com peso bruto total inferior ou igual a 3,5 mil quilos).

Uma ação que não gera custo ao município, não onera o cidadão, garante o seu direito de ir e vir, bem como respeita o da manifestação. Stress, atrasos, prejuízos no trabalho, pais preocupados com os filhos, amenizados.

A ideia é de 2015 e veja só, hoje, a atual gestão em São Paulo decretou medida similar em um momento de greve e, em Porto Alegre, a secretaria de Mobilidade Urbana estuda uma metodologia com a Empresa Pública de Transporte Coletivo (EPTC) para a liberação das mesmas para táxis e lotações. E onde se lê faixas, leia-se, na nossa capital, 7 vias que totalizam 12 km.

O pequeno projeto de dois anos atrás torna-se então um efetivo passo na mobilidade urbana.

Encontramos um atalho, espero que este sirva ao seu propósito!

Pela política olho no olho

Há problemas que urgem e há definições que afetam o futuro, ambos acontecem ao mesmo tempo, diariamente. Não podemos nos descuidar de nenhum deles.

Enquanto fiscalizava alguns dos programas municipais desenvolvidos em nossa Capital, não pude fechar os olhos para uma questão nacional, na Comissão Especial da Reforma Política, instalada na Câmara dos Deputados. Acontecendo ali, ao meu lado, porém não a meu alcance decisório – o que não significa que não tome como minha responsabilidade também.

O instrumento da moção é uma proposição para qualquer esfera, inclusive a federal, e que acima de tudo é uma declaração pública de posicionamento – o que em dias atuais é raro.
Sugeri a bancada de meu partido, que prontamente aceitou, afinal seguimos a mesma linha política, uma moção de repúdio à adoção do sistema de voto em lista fechada nas eleições, a alteração na legislação eleitoral agora em pauta. Foi aprovada na Câmara, ou seja, repudiamos tal possibilidade!

Neste modelo, o eleitor ao invés de votar num candidato específico, vota em uma lista de candidatos com nomes escolhidos pelo partido. Dependendo da quantidade de votos da listagem, são eleitos os candidatos na ordem determinada dela.

Isso despersonaliza o voto do eleitor, diminui drasticamente a relação entre o representante e o representado. O voto é no candidato, que sim é identificado ideologicamente com um partido, e lá realiza as construções de bandeiras partidárias. Mas quem deve representar o povo são aqueles eleitos por ele, e não o partido a qual pertencem.

Temo, também, pelo fim de uma das características definidoras do regime democrático, a alternância no poder, o surgimento de novos representantes que possam oxigenar o processo. Bem sabemos que o voto em lista, que este formato, não irá propiciar e inclusive dificultar isso.

Contrário ao voto lista, favorável a política do olho no olho, da confiança e do aperto de mão!

Discurso: abertura Semana Municipal Jovem Empreendedor

Inicio falando sobre o do papel desta Casa, que aprovou a efeméride Semana Municipal do Jovem Empreendedor.

Muitos questionam e, por vezes, criticam, se é esse o fundamento da Câmara Municipal: aprovar datas comemorativas.

É sim, dentre o nosso rol de atribuições, pois elas, assim como as demais ações, são valiosas aos cidadãos.

Vejam, como exemplo, esta efeméride! Em que unimos o poder executivo, instituições do segmento em questão, pessoas física e jurídica e estamos propiciando uma reflexão e ações programáticas!

Nós transformamos uma demanda em ferramenta aos jovens.

No ano passado, a Associação de Jovens Empresários, AJE, chegou ao nosso gabinete com essa necessidade. Em conjunto, agregando outras instituições, a aprovamos, e hoje ela se transformou em uma oferta a Porto Alegre.

Não é um ato somente no calendário, será sim na vida dos jovens porto-alegrenses!

Um espaço para partilhar sobre o ato de empreender, tratar de economia, leis, comunicação digital, impacto social, planejamento estratégico e, principalmente, para incentivar aqueles que desejam explorar o novo!

Um período repleto de assuntos relevantes para desenvolver exatamente aquilo que vejo que falta a Porto Alegre: a cultura empreendedora.

E como se muda ou se adquiri uma cultura? Assim! Com ações diárias. Com semanas municipais, indo as escolas ensinar sobre quão vasta são as possibilidades de seu futuro, empoderando os jovens, dando a confiança necessária para que gerem renda, empregos e contribuam com o desenvolvimento da cidade. Para que cresçam enquanto indivíduos e auxiliem no crescimento da sociedade em que estão inseridos.

Temos uma geração nova, sedenta por conhecimentos, com disposição e qualificação buscando norteadores para praticar as inovações que imagina.

Se a partir desta semana, um jovem sentir-se seguro a inovar, se ela for decisiva para a mudança cultural em uma pessoa, ela já terá cumprido a sua finalidade!

De mim, esperem sempre um olhar de acolhimento e de entendimento da minha responsabilidade em auxiliar na construção social de estímulo e valorização aos jovens que se dispõem a empreender.

Uma ótima semana! Que empreendamos por Porto Alegre

 

 

Discurso: abertura Frente Parlamentar em Atenção Saúde do Homem

Nenhum movimento em prol da saúde do homem teria possibilidade de tornar-se real ou expressaria as verdadeiras vias que devemos transitar sem as pessoas presentes aqui hoje, uma política em atenção à saúde é construída em parceria dos gestores do Sistema Único de Saúde com pesquisadores, sociedade civil organizada e poder Executivo e Legislativo.

Temos todos estes elementos nesta sala, o que me honra e me fideliza ainda mais a causa.

Crianças, adolescentes, mulheres e idosos são os 4 grupos populacionais em que nossa atenção básica à saúde é voltada. Isto, aliado ao preconceito e o falso sentimento de invulnerabilidade que circundam o homem, praticamente, nos impõe executar ações na contramão deste pensamento.

Pensamento este que me foi alertado pelo Dr. Fossari, gerente de internação da maior emergência de Porto Alegre.

Nestas mesmas salas, deste andar, no último ano, eu me comprometi com cada área que compõem a vida do cidadão através de reuniões temáticas, onde eram apontadas as maiores fragilidades e o que eu poderia desenvolver no Legislativo para minimizar o cenário.

Na reunião temática da Saúde, Dr. Fossari me apresentou o panorama da saúde do homem e com ele e os demais profissionais da área assumi o compromisso que hoje iniciamos a cumprir!

Nosso trabalho será dividido em 12 áreas da medicina, os males que mais tocam a saúde do homem nestas serão conduzidos por especialistas. O que, ao longo de 6 meses, com duas temáticas por mês, nos permitirá em novembro lançar uma cartilha norteadora.

Diagnóstico, fatores de risco, prevenção, sintomas e tratamento! Que tenhamos um excelente trabalho, sejam todos bem-vindos!

Braços descruzados

Vou falar sobre o que não é de minha competência, mas é de meu dever – o que me faz não cruzar os braços.

O RS bateu um negativo recorde, o maior recuo já registrado nas vendas do comércio varejista: 6.2%. Índice que conversa com a realidade nacional, visto que 18 mil lojas fecharam em shoppings (queda de 12,9%). Eis a provação diária que o mercado tem passado.

Se a solução da crise é um conjunto de medidas, penso que esta que irei discorrer é uma delas.

Dois supermercados da rede Walmart fecharam as portas em shoppings de Porto Alegre, houve redução no horário de funcionamento de praças de alimentação, alguns com mais de 10 lojas encerrando as atividades e ainda de espaços âncora – a nós chegam as informações dos mais impactantes, imagina quantos menores e igualmente importantes não ocorreu o mesmo.

Os lojistas clamam por ajuda, e com justa razão. Além do cenário econômico, pagam 13º, e muitas vezes até 14º, aluguel.  O principal fundamento é a presunção de que as vendas seriam elevadas pelas festividades de final de ano, quando o faturamento dobrava, o que não é mais realidade. Há mais de uma década reivindica-se o cancelamento deste pagamento, que pode ser o fator decisivo de manutenção de muitos lojistas e empregos.

A competência sobre legislar a matéria é da União, com alterações da Lei de Locações – há projetos já em trâmite na Câmara (PL 4447/2012) e no Senado (289/2007).

Encaminhei moção de apoio e solidariedade aos lojistas na Câmara de Vereadores. Aprovada, remeti modelo desta e pedi o mesmo ato nas câmaras das demais capitais do país. Não sendo suficiente a mim (e nem a Porto Alegre), enviei a deputados e senadores, solicitando andamento da matéria. E, pretendo oficiar entrega de todos esses documentos ao Governo Federal e Casa Civil.

Não cruzo os braços pelo que não é de minha competência. Celeridade na aprovação desses projetos, pelos nossos lojistas.

Um atalho para a mobilidade

As problemáticas que afetam a mobilidade urbana não possuem soluções com a velocidade permitida em uma freeway. Infelizmente. E nem poderiam. Bem sabemos que o hoje é resultado de uma herança histórica, quando optamos por uma política rodoviarista, investimos nesta e deixamos os demais modais evoluírem desacelerados.

Ainda, vivemos presos, tentando solucionar, o dilema de um crescente número de veículos que se concentra em áreas que detém a maioria dos serviços, comércios e empregos (e justamente por isso é progressivo).

Então, se não há soluções imediatas, se a questão é histórica e, nem o país, nem o estado e, muito menos, Porto Alegre possui valores para investimentos em infraestrutura, o que nos resta? Soluções inteligentes, simples, porém capazes de aplacar problemas estruturais.

Ontem, a Câmara Municipal aprovou meu projeto de Lei que prevê, em dias de paralisação total ou parcial do transporte público (ou seja, exatamente quando mais temos veículos circulando em nossas vias) o uso das faixas exclusivas de ônibus para o trânsito de outros veículos (automóveis, utilitário, caminhonete e camioneta com peso bruto total inferior ou igual a 3,5 mil quilos).

Uma ação que não gera custo ao município, não onera o cidadão, garante o seu direito de ir e vir, bem como respeita o da manifestação. Stress, atrasos, prejuízos no trabalho, pais preocupados com os filhos, amenizados.

A ideia é de 2015 e veja só, hoje, a atual gestão em São Paulo decretou medida similar em um momento de greve e, em Porto Alegre, a secretaria de Mobilidade Urbana estuda uma metodologia com a Empresa Pública de Transporte Coletivo (EPTC) para a liberação das mesmas para táxis e lotações. E onde se lê faixas, leia-se, na nossa capital, 7 vias que totalizam 12 km.

O pequeno projeto de dois anos atrás torna-se então um efetivo passo na mobilidade urbana.

Encontramos um atalho, espero que este sirva ao seu propósito!

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