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Braços descruzados

Vou falar sobre o que não é de minha competência, mas é de meu dever – o que me faz não cruzar os braços.

O RS bateu um negativo recorde, o maior recuo já registrado nas vendas do comércio varejista: 6.2%. Índice que conversa com a realidade nacional, visto que 18 mil lojas fecharam em shoppings (queda de 12,9%). Eis a provação diária que o mercado tem passado.

Se a solução da crise é um conjunto de medidas, penso que esta que irei discorrer é uma delas.

Dois supermercados da rede Walmart fecharam as portas em shoppings de Porto Alegre, houve redução no horário de funcionamento de praças de alimentação, alguns com mais de 10 lojas encerrando as atividades e ainda de espaços âncora – a nós chegam as informações dos mais impactantes, imagina quantos menores e igualmente importantes não ocorreu o mesmo.

Os lojistas clamam por ajuda, e com justa razão. Além do cenário econômico, pagam 13º, e muitas vezes até 14º, aluguel.  O principal fundamento é a presunção de que as vendas seriam elevadas pelas festividades de final de ano, quando o faturamento dobrava, o que não é mais realidade. Há mais de uma década reivindica-se o cancelamento deste pagamento, que pode ser o fator decisivo de manutenção de muitos lojistas e empregos.

A competência sobre legislar a matéria é da União, com alterações da Lei de Locações – há projetos já em trâmite na Câmara (PL 4447/2012) e no Senado (289/2007).

Encaminhei moção de apoio e solidariedade aos lojistas na Câmara de Vereadores. Aprovada, remeti modelo desta e pedi o mesmo ato nas câmaras das demais capitais do país. Não sendo suficiente a mim (e nem a Porto Alegre), enviei a deputados e senadores, solicitando andamento da matéria. E, pretendo oficiar entrega de todos esses documentos ao Governo Federal e Casa Civil.

Não cruzo os braços pelo que não é de minha competência. Celeridade na aprovação desses projetos, pelos nossos lojistas.

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