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Um futuro para o passado: BR 116

Uma data em que não há felicitações. Estamos às vésperas do aniversário da duplicação da BR 116. Mas, não – como todos bem sabemos – de sua concretização.

Passaram-se oito aguerridos anos de lutas desde o discurso em plenário de meu pai, comemorando o recurso disponibilizado. Ele, quando presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e como membro da bancada gaúcha, batalhou para o destaque no orçamento, acompanhou a tramitação do processo na área administrativa e o projeto da obra até a autorização ambiental para tal.

À época, anunciou-se que os lotes 5, 6, 7, 8 e 9 (de Pelotas a Camaquã) iniciariam até o mês de novembro, e os lotes 1, 2, 3 e 4 (Guaíba a Cristal) teriam suas pendências (ambientais) resolvidas em 30 dias.

Saudamos, nós, todos os gaúchos, conscientes da importância, o prazo de 720 dias a partir do início da obra previsto para sua conclusão! Uma importância que começa pela vida, pela condição de insegurança que ela traz, e depois pela qualidade dessa vida, pois sem o desenvolvimento do Estado não há perspectivas.

São duas décadas de motoristas correndo risco de morte; comerciantes, empresários e transportadoras esperando sentados. Menos de 240 km nos separam de não desperdiçar o dinheiro público (a cada dia a obra paralisada encarece), da nossa economia não ser ceifada (uma capital que simplesmente não tem ligação adequada ao seu porto para escoar produção) e o principal, de uma pista simples fomentadora de acidentes esvaziando nossos bolsos – um carro de passeio paga mais de R$50,00 em pedágios em toda a extensão, um caminhão cerca de R$ 200,00.

É ano de supersafra e os demais modais deixam a desejar! Barra do Ribeiro, Tapes, Guaíba, Camaquã, Arambaré, Cristal, São Lourenço do Sul, Chuvisca, Pelotas e Porto Alegre necessitam chegar ao Porto de Rio Grande e dali para o resto do país (e países). Eu e tu também precisamos.

Para alavancar a economia do Estado precisamos dar suporte aos produtores e indústrias escoarem suas produções, esse é nosso papel enquanto representantes dos interesses dos gaúchos.

Parece que a concessionária atual, para amenizar, irá investir 80 milhões na pavimentação.

Porque digo tudo isso? Se vocês, melhor do que eu, já sabem? Pois hoje acordei e novamente li em uma manchete de jornal que a prioridade número um de investimentos no Estado é concretizar a duplicação da BR 116. E já na segunda linha da matéria estava o entristecedor “dentro do disponível dos recursos que estão contingenciados pela crise”.

Eu realmente necessitava conversar com quem entendesse o que sinto, e nada melhor do que as pessoas que passam por isso diariamente. Vocês sentem, pois é seu futuro; eu sinto, pois é meu passado, é uma luta do meu pai, e até ela ser concretizada ambos não descansaremos.

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